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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

com afecto

e foi assim comemorado meio século da tua existência...
50 anos de uma vida, ainda incompleta...
repleta de coisas boas para repartires...
e continuas com bom fôlego :) Beijo jm, (ly)




quarta-feira, 3 de março de 2010

imagens dos "dias do passado"

há uns dias recebi um texto do P.

perguntou-me se mo podia enviar, pois nunca o tinha mostrado a ninguem.

-sim, respondi, mas como já era tarde não o li com atenção mas reli-o.

disse-lhe: angustiante o texto. claro como a água. a vida não depende só de nós.

-a vida a dois...devia ser tão simples (seguido de um smile)

sim, P. sorri.

hoje pensei e propus-lhe postar o texto no blog.

-por acaso já tinha pensado nisso...quando fui espreitar o seu blog achei que não ficava descabido, disse-me.

Decidimos!


Tenho o direito de permanecer calado

e tudo o que diga poderá ser usado contra mim.

(Eis a regra suprema da honestidade.)

Sim, eu sei que sob um certo ponto de vista esta vida é temporária,

uma passagem para uma dimensão maior e definitiva.

E esforço-me por compreender que nenhuma destas pequenas coisas é realmente,

que os meus sentimentos são imperfeitos,

que o tempo dará a tudo uma dimensão mais vasta,

que somos demasiado pequenos em face de Deus e da Natureza e da Vida…

Tento ouvir com bonomia as (tuas) justificações quotidianas, procuro entender os cansaços e as queixas, suportar as pequenas promessas por cumprir, ignorar a solidão que regressa uma vez após outra.

E muitas vezes penso que gostaria de vir a acreditar também nesse (teu) sonho,

Nessa ideia transversal e um pouco esquizofrénica

de que o casamento não é a vida concreta a dois mas sim algo interno a esse viver;

essa ideia de que o amor está lá mesmo quando não se vê,

e de que por dentro é que as coisas são;

um casamento que Deus uniu, e que por essa benção maior se tornou em algo que não se corrompe, algo que não é afectado pelo quotidiano, algo que existe mesmo quando não existe.

Acreditar enfim na ideia de que o sofrimento terreno é inevitável, ou até mesmo necessário, mas de que nos amaremos para sempre no Paraíso.

No Paraíso…

(Não sei onde fica, mas imagino que deva estar fechado depois da meia-noite)


Uma vez fizeste-me promessas durante o dia,

e eu sonhei com essas promessas.

Outra vez fizeste-me promessas durante o dia,

e eu sofri com essas promessas.

Ainda outra vez me fizeste promessas durante o dia,

e eu não dormi a pensar nessas promessas.

Três vezes. (Não é muito.)

Uma vez disse-te que já não acreditava nas tuas promessas,e tu choraste por causa das minhas palavras.

Outra vez te disse que já não acreditava nas tuas promessas, e tu choraste outra vez por causa das minhas palavras.

Prometi então a mim próprio, e cumpri-lo-ei ainda que não cumpra mais nada na vida, que não voltarei a dizer-te que já não acredito nas tuas promessas.

(Choras demasiado.)

Não.

Hoje não pode ser.

Não há tempo.

Não há disponibilidade.

Não há sossego.

Não há ambiente.

Não há aquecimento central.

Não é adequado.

Não estava previsto.

Não convém.

Não contava.

Não…

A não ser que queiras muito, claro…

Que queira muito…


Tenho dormido mal.


Quando nos deitamos, tenho vontade de te amar (tenho sempre vontade de te amar), mas raramente o digo de forma explícita.

Calo-me à espera que cumpras o que prometeste durante o dia,

calo-me ao sentir o teu sono e o teu cansaço,

calo-me ao ouvir-te dizer querido até amanhã,

calo-me por não te querer forçar,

calo-me porque queria que fosses tu a vir até mim,

calo-me porque o meu amor-próprio não me deixa implorar-te.


Depois tento dormir.

Às vezes consigo, às vezes não.

Às vezes tenho vontade de te abanar e de te gritar que eu não mereço o teu sono e o teu cansaço.

(Mas isso seria tão egoísta, não é verdade?)

Por vezes tenho vontade de te despir sem aviso e de te amar mesmo sem tu quereres, mas não seria capaz de o fazer, nem é o que verdadeiramente quero.

Porque o que eu quero não é ter prazer, é dar-te prazer.

E após dias, semanas e anos de sucessivas desilusões,

Continuo sempre com a esperança de que seja esta a noite.


E, no fim de contas, o que nos resta?

Um nome que nos veste,

Uma máscara que se nos adaptou,

Três amigos que se mantêm verdadeiros, disponíveis e fiéis

E a vontade crescente de abandonar tudo e recomeçar.

Mas abandonar tudo sem amargura,

Sem pena, sem zanga, sem barulho

Partir docemente ao volante da nossa vontade

E seguir pela estrada simples do futuro

Com a esperança de que nos esqueçam rapidamente e sem dor.

Foi demasiado tempo a viver na duplicidade de um discurso para fora e de um pensamento para dentro (tão pouco coincidentes…),

Foi demasiado esforço na procura da comunhão impossível,

Foram muitas fases boas e muitas fases menos boas (eufemismos para dizer que a felicidade estava noutro sítio),

Foram dias e dias e dias seguidos de chuva fina,

Irritantemente fina, delicada e cerimoniosa,

Desesperadamente elegante e maçadora,

Insistentemente razoável e necessária, a chuva…

Estou cansado da memória desses dias

(dias bons, muitos deles…),

Dias do passado.

(© este texto tem reservados direitos de cópia)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

aniversario de uma princesa I




foi o 4º aniversário, e de certeza, para mais tarde recordar este dia de uma forma completamente diferente dos outros aniversários, pelos que já passaste e pelos muitos que irás passar!

m&m estavam á porta quando toquei a campaínha. a entrada estava transformada em consultório medico. quer dizer, mais um gabinete de contigência á gripe A.
fui obrigada a colocar a máscara e a desinfectar as mãos, pelas duas m's de 9/10 anos que faziam de médicas e enfermeiras. foi dificil distingui-las. a guest list estava completa; ou respeitava ou o dress code para a festa ou não podia entrar. de inicio ri-me, e continuei a rir quando entrei no "salão de festas"; estavamos iguais.
cada um no seu estado de espirito mas no geral os olhos por detrás das máscaras eram de sorriso. uns mais preocupados nos sintomas que poderão sentir daqui a uns dias, outros não; "o Tamiflu dá pica!" disse a mãe da Madalena...
e o facto estava consumado. a princesa estava bem disposta, mas achava que na festa havia pouca gente!

seguem-se algumas fotografias, aniversario de uma princesa II



aniversário de uma princesa II



PARABÉNS Princess Madalena















e com isto tudo, não é preciso grande aparato para uma festa com dress code e guest list! :)

































o quase que invisivel; o Tio da aniversariante com tanto medo estava do contagio, pegou numa garrafa de Champagñe e abriu-a quase como uma bomba de desinfecção de ar

















nesta data querida toda a gente se ria as gargalhadas a cantar






























eu e o pai chegamos à brilhante conclusão que somos mais fotogénicos assim

(o pai la sabe...)

sábado, 31 de outubro de 2009

espera in love...

enquanto esperamos que a "pessoa" que escreve as "Aventuras de a Carrapita" regresse , ficamos com esta romantica musica que tanto nos fez dançar, chorar e sorrir na década de 80. Obrigada Paula por a teres posto no FB!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

obrigada




obrigada por me teres enviado esta musica, sabes que te estou eternamente grata. e esta musica também eu te a dedico a ti, e a todos aqueles que estiveram todos os dias comigo, presentes ou que me ligaram quase todos os dias neste mês que passou e o que aínda estará para vir. de certeza que com vocês, que sabem muito bem quem são, a minha vida é para continuar ao vosso lado. beijos enormes

sábado, 4 de abril de 2009

avó

um grande beijo para ti onde quer que estejas da tua neta preferida! hoje fazias 95 e há dois anos lá nos pregaste tu a partida de te esconderes para sempre...